quinta-feira, 13 de outubro de 2011

  Atiram pedras nas nossas janelas. Passamos do ponto de poder questionar quem afirma que tempos difíceis virão, que a transformação virá da maneira que estejamos preparados pra ela. Nunca tivemos a opção de ficar em cima do muro, mas agora essa decisão tem que ser tomada de maneira aberta e urgente.
  Talvez ainda não seja exatamente assim, mas temos motivos para estar otimistas. Os que controlam não estão mais dando conta de controlar, alguma coisa está dando errada lá do lado deles, a história está cobrando sua verdade e dessa vez os caras não estão conseguindo se organizar. Há uma chance. Não é qualquer chance, não é qualquer postura ou a indignação pela indignação que vai concretizar um passo adiante da sociadade. Agora, a água está batendo na bunda. Mas há que se perceber que sempre bateu e não é a primeira vez que chega nessa altura; na grande maioria das vezes não estávamos preparados para nada e o problema aumentou. A história ensina pra quem quiser aprender. Precisamos de um objetivo e um caminho para alcançá-lo. O marxismo é um caminho, duvido de outros, que me apresentem novos, se for o caso. Da maneira que for, o importante é nos desprendermos de todos os preconceitos políticos que temos e enfiar a cara nos livros de história e nos ensinamentos do cotidiano que a classe trabalhadora tem para mostrar.
  Ou nos organizamos ou perdemos o bonde. Chega do indivíduo, que comecem os tempos que nos entenderemos como um coletivo. Que reine o tal reino do amor, desde que não tenhamos dedos quando estourar a luta armada (porque vai estourar, ouvi dizer).
  Ano que vem volto para de onde nunca devia ter saído: a luta. Seja onde for, como for.

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